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Temário 2022

“Com coração de pai: assim José amou a Jesus, designado nos quatro Evangelhos como «o filho
de José».
Os dois evangelistas que puseram em relevo a sua figura, Mateus e Lucas, narram pouco, mas o
suficiente para fazer compreender o género de pai que era e a missão que a Providência lhe
confiou.
Sabemos que era um humilde carpinteiro (cf. Mt 13, 55), desposado com Maria (cf. Mt 1, 18; Lc 1,
27); um «homem justo» (Mt 1, 19), sempre pronto a cumprir a vontade de Deus manifestada na
sua Lei (cf. Lc 2, 22.27.39) e através de quatro sonhos (cf. Mt 1, 20; 2, 13.19.22). Depois duma
viagem longa e cansativa de Nazaré a Belém, viu o Messias nascer num estábulo, «por não haver
lugar para eles» (Lc 2, 7) noutro sítio. Foi testemunha da adoração dos pastores (cf. Lc 2, 8-20) e
dos Magos (cf. Mt 2, 1-12), que representavam respetivamente o povo de Israel e os povos
pagãos.
Teve a coragem de assumir a paternidade legal de Jesus, a quem deu o nome revelado pelo
anjo: dar-Lhe-ás «o nome de Jesus, porque Ele salvará o povo dos seus pecados» (Mt 1, 21).
Entre os povos antigos, como se sabe, dar o nome a uma pessoa ou a uma coisa significava
conseguir um título de pertença, como fez Adão na narração do Génesis (cf. 2, 19-20).”